Nenhuma fala, mas muita história.

Parece inacreditavel, mas por mais de uma hora tivemos Mundomudo, sem nenhuma palavra, apenas sons eram a linguagem dos personagens, e uma plateia atenta, que ria, e alguns choravam.

Esse teatro do absurdo nos coloca em um picadeiro, onde vivem dois palhaços que no desenrolar da historia tem uma linguagem não verbal para coisas simples, como, comer, passear, etc, o que mais impressiona é que em certo ponto já entendemos o que estão “conversando”, essa interdependência entre os personagens,  foi inspirada na obra de Samuel Beckett “Fim de Jogo”.

Apesar de se saber que são palhaços, não parece que sejam alegres, a relação dos dois é de desconfiança, de medo, de submissão, apesar se termos situações engraçadas, pela própria situação, há um viés de drama.

A peça é extremamente simples de se entender, e ao mesmo tempo de uma complexidade instigante.

“O Festival trouxe muitas peças, em todas houve a preocupação de entregar ao publico algo que trouxesse reflexão, que nos fizesse pensar, tanto essa peça como outras, são para isso, reflexão, interpretação da situação” explica Clayton Campos, Coordenador Geral do Festival.

Valeu cada minuto.

 

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