Para Murilo Jesus, animador cultural do Sesc, a parceria é muito importante para todos: “a gente está construindo junto”
A realização da 12ª edição do Festival Nacional de Teatro de Jales foi enaltecida pelo Sesc Rio Preto. Parceira da Escola Livre de Teatro na organização do evento, a instituição cultural – uma das mais importantes da região – destacou o aspecto democrático do festival, entre outros fatores. Deixou, ainda, aberta a possibilidade de novas parcerias com a escola.
Encerrado no dia 24 de outubro, o festival reuniu 27 espetáculos em diferentes linguagens e formatos, dez espaços utilizados, sete ações formativas, cinco shows e quatro performances. Também trouxe peças memoráveis, como a cultuada Macacos, de Clayton Nascimento, Não me Entrego, Não!, emocionante monólogo de Othon Bastos, e A Próxima Estação, do icônico Cacá Carvalho.
E, segundo Murilo Jesus, animador cultural do Sesc Rio Preto e um dos curadores do evento, o festival ampliou as possibilidades de exercer a arte. Trabalhou, ainda, em consonância com a missão do Sesc de democratizar a cultura.
“É um evento muito importante, que reforça o papel histórico do festival na cidade e na região, e muito aliado também com a missão do Sesc, no sentido de promover a democratização da cultura, de estar ampliando as formas de se fazer teatro, de estar ampliando as formas de se construir, de exercer a arte, que é um direito de todas as pessoas”, comentou Murilo, para depois acrescentar. “É uma parceria muito importante para o Sesc.”
Animado com o sucesso do festival, que levou cultura para escolas, praças e ruas, além do teatro, Murilo antecipou que o Sesc Rio Preto tem interesse em novas parcerias com a Escola Livre de Teatro. “É possível a gente dialogar, apresentar, discutir propostas, a gente está construindo junto. É muito importante essa construção coletiva das duas instituições, das duas organizações. Isso só reforça e fortalece a parceria das duas instituições.”
Murilo detalhou, ainda, que a parceria entre Sesc Rio Preto e festival não se restringiu à curadoria – feita também por Carla Marco, do Sesi Rio Preto, e Jorge Vermelho, da Companhia Azul Celeste. Sacramentando um diálogo que vem de outros anos, a instituição também auxiliou na produção e em atividades normativas, entre outras ações.
“Foi um diálogo construído, que não é inédito, que já tem uma parceria de outras edições. Para essa edição a gente contou com todo o suporte da produção do festival, no diálogo, na construção do festival. Essa parceria surge com a proposta também de selecionar grupos e artistas para participar do festival, de entrar também com algumas atividades formativas, além da curadoria do festival”, finalizou Murilo.